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Reconhecimento e dissolução

União estável: reconhecer e encerrar com segurança

Morar junto gera direitos. Seja para formalizar, provar ou dissolver a união estável, entender as regras evita perdas patrimoniais.

Dra. Larissa Nilson, advogada de família

Conteúdo revisado por Dra. Larissa Nilson, advogada de família · Atualizado em

O que caracteriza a união estável

Convivência pública, contínua e duradoura, com objetivo de constituir família. A lei não fixa tempo mínimo e a coabitação não é obrigatória — o que importa é o conjunto de provas.

Como provar a união

  • Escritura pública ou contrato de união estável;
  • Contas e endereço em comum, dependência em plano de saúde ou imposto de renda;
  • Fotos, redes sociais, testemunhas, filhos em comum.

Regime de bens

Sem contrato escrito, vale a comunhão parcial: os bens adquiridos onerosamente durante a união são divididos na dissolução. Um contrato pode prever outro regime.

Dissolução: cartório ou Justiça

Com acordo, a dissolução pode ser feita por escritura em cartório, nas mesmas condições do divórcio extrajudicial. Sem acordo, ou quando é preciso primeiro provar a união, a ação é judicial e pode incluir partilha, pensão e guarda.

Herança e pensão por morte

O(a) companheiro(a) tem direitos sucessórios equiparados aos do cônjuge (STF, RE 878.694) e pode ter direito à pensão por morte no INSS, desde que a união seja comprovada.

Perguntas frequentes

Existe tempo mínimo para configurar união estável?

Não. A lei exige convivência pública, contínua e duradoura com objetivo de constituir família, sem prazo mínimo.

Precisamos morar juntos para ter união estável?

Não é requisito obrigatório, embora seja uma prova importante.

Como fica a divisão de bens na separação?

Sem contrato, aplica-se a comunhão parcial: dividem-se os bens adquiridos onerosamente durante a união.

Posso dissolver a união estável em cartório?

Sim, se houver acordo entre os dois e forem atendidos os mesmos requisitos do divórcio extrajudicial.

Vamos conversar sobre o seu caso?

Conte, no seu tempo, o que está acontecendo. A primeira conversa serve para entender a situação e explicar os caminhos possíveis, com sigilo profissional.

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